
Deus nos deu o presente precioso do livre-arbítrio, a capacidade de tomar decisões e direcionar nossas vidas nesta jornada terrena. No entanto, nem sempre percebemos que esse poder está dentro de nós, em um lugar exclusivo e misterioso para cada ser humano. Quando exploramos isso de forma transparente e com controle, nos tornamos verdadeiramente livres.
No entanto, se escolhermos usar máscaras e ignorar os benefícios ocultos, nos aprisionamos a nós mesmos e experimentamos dores desnecessárias. Movidos por atitudes egoístas ou pela necessidade de agradar os outros, seguimos por um caminho de erros, nos perdendo em labirintos dos quais é difícil escapar sem a ajuda divina e de profissionais experientes.
A chave está em encontrar o equilíbrio entre liberdade e prisão, confrontar nossos extremos e voltar para a realidade. É preciso inteligência e sabedoria para compreender essa batalha interior e encontrar a verdadeira liberdade dentro de nós mesmos.
O aspecto crucial e altamente significativo reside no fato de que a decisão está dentro de nós mesmos. Ela não permanece estagnada, mas expande-se e retorna, permitindo-nos reinterpretar aquilo que nos incomoda, conferindo-lhe um novo significado, sem perdermos nossa essência. Tudo o que é necessário são atitudes, já que não há solução para aqueles que evitam confrontar suas próprias sombras mentais.
Paulo de Tarso resumiu brilhantemente essa ideia ao nos ensinar que nada permanecerá oculto, eventualmente tudo se tornará claro, o que foi ainda mais explicado por um jovem Einstein, que afirmou que a escuridão não passa de ausência de luz. Daí a importância de vivermos na luz, ou seja, na verdade.
Não necessariamente naquelas verdades nas quais acreditamos e que frequentemente se tornam relativas no mundo em que vivemos. Existem várias verdades, cada indivíduo possui as suas, mas algumas são mais evidentes, pois surgem de experiências, estudos científicos e tradições que se solidificaram ao longo do tempo, trazendo avanços para a vida humana.
Bauman, já nos ensinou com maestria que o excesso de liberdade nos escraviza, assim como o excesso de restrições também nos torna escravos. A chave está no equilíbrio. Portanto, que cada mente seja um local livre, onde possamos reger a nossa própria vida de uma maneira que nos traga felicidade. Ao acordarmos pela manhã, ousemos olhar para o nosso exterior e compreender que dentro de nós existe uma mente aberta e um coração amoroso.
Lembro-me de uma cantiga infantil, muito recitada na educação infantil, que nos alertava sobre o cuidado com os nossos pensamentos. “Cuidado cabecinha o que pensa...”. Talvez se compreendêssemos essa lição, poderíamos nos preocupar menos com o que os outros pensam e fazem, e viver em harmonia, mesmo que não alcancemos o sucesso almejado, mesmo que as nossas palavras e escritos não toquem o coração dos outros.
O mais importante é sabermos o porquê de nossas ações e onde queremos chegar. Pois o tempo é como o celeiro da Fábula, onde as formigas guardavam suas fartas colheitas de folha em folha, fazendo suas reservas. Já as cigarras, mesmo reconhecendo a necessidade de prudência, preferiram continuar cantando, mas de barriga vazia. Afinal, comemos aquilo que guardamos!
Um Sonhador Caminhando com Francisco - Escritor do blog https://www.caminhandocomfrancisco.com/
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